O Que É um eSIM?
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Um eSIM é um cartão SIM que já está dentro do telemóvel. Em vez de enfiares um bocado de plástico numa gaveta, transferes um perfil: um ficheiro pequeno que diz ao telemóvel a que rede se deve ligar e prova que tens autorização para isso. O hardware foi soldado na fábrica. Quem compra um eSIM compra a autorização para o usar.
Esta mudança, do plástico para a transferência, é a história toda. Tudo o que há de prático nos eSIM vem daí, e tudo o que há de irritante também. Também não é uma funcionalidade de uma marca em particular: o eSIM é uma especificação da indústria publicada pela GSMA, o organismo onde os operadores acordam a forma como os telemóveis e as redes falam entre si.
O que ganhas em viagem
Compras um plano de dados local antes de sair de casa e mudas para ele quando aterras: não tens de procurar uma loja no aeroporto nem de pagar a tarifa de roaming do operador de casa. A ativação demora dois ou três minutos no Wi-Fi do hotel.
O número de sempre também se mantém. Quase todos os telemóveis compatíveis com eSIM conseguem ter ao mesmo tempo o teu SIM de casa e um eSIM de viagem: o plano de viagem transporta os dados e o número habitual continua a receber chamadas e SMS. É esta a parte que quase toda a gente quer. Alguns modelos recentes já não têm gaveta nenhuma. A Apple indica que modelos de iPhone e iPad funcionam só com eSIM, e a Google diz o mesmo de um Pixel 10 comprado nos Estados Unidos. Aqui não muda nada, só que nesse caso as duas linhas são eSIM.
O que fica na mesma
Um eSIM de viagem é quase sempre apenas dados. Dá-te uma ligação à internet, não um número de telefone no país que vais visitar. Tudo o que corre pela internet funciona normalmente: mapas, mensagens, email, chamadas no WhatsApp ou no FaceTime. Não funciona nada que dependa de receber um SMS num número local.
Planos a comparar
Preços atuais dos fornecedores que lemos. Destaques pagos. Dizemo-lo porque é o que são.
O teu telemóvel aceita um eSIM?
A maioria dos telemóveis vendidos desde cerca de 2020 aceita, e as exceções estão em que telemóveis são compatíveis com eSIM. Mas em vez de confiares numa lista de compatibilidade, pergunta ao próprio telemóvel: a resposta é definitiva e demora dez segundos.
- iPhone: Definições → Geral → Sobre. Se lá encontrares uma entrada de SIM disponível ou um EID, o telemóvel tem eSIM.
- Android: Definições → Rede e Internet → SIMs → Adicionar SIM. Se aí surgir uma opção para configurar um eSIM, a resposta é sim: é assim que o descrevem as instruções da Google para configurar um eSIM novo.
- Em qualquer um dos dois: marca *#06#. Se ao lado do IMEI aparecer um EID, o telemóvel tem hardware de eSIM.
Duas ressalvas que a ficha técnica não dá. Um telemóvel comprado com contrato pode estar bloqueado a um operador, o que fecha a porta às outras redes por muito compatível que o hardware seja. E o mercado onde foi vendido conta: a Apple afirma que na China continental só o iPhone Air e o iPhone 17e são compatíveis com eSIM, por isso um telemóvel em tudo igual comprado ali não aceita nenhum.
Instalar um, em quatro passos
- Compra o plano. O código QR chega, quase sempre por email, num minuto ou dois.
- Lê-o a partir do ecrã de configuração de eSIM do telemóvel, com o Wi-Fi ligado. É isto que transfere o perfil.
- Dá à linha um nome que reconheças mais tarde, por exemplo o do país.
- Ao aterrares, liga a linha de viagem para os dados e deixa a linha principal ligada para chamadas e SMS. Ativa o roaming de dados na linha de viagem: do ponto de vista dessa rede estás em roaming, mesmo a pagar preços locais.
Instala antes de voar, ativa quando aterrares. Em quase todos os planos a validade só começa quando o eSIM se liga pela primeira vez a uma rede, e não no momento da compra, por isso instalar cedo não te custa nada. O passo a passo completo, incluindo o que fazer quando o código não é lido, está em como instalar um eSIM.
Onde olhar antes de pagar
O preço anunciado é o número errado. Um plano de 4 dólares com 1 GB custa, por gigabyte, quatro vezes mais do que um de 8 dólares com 5 GB, e é o preço por GB que torna comparáveis planos de tamanhos diferentes. Depois disso, vê a validade, se dá para carregar a meio da viagem e, em tudo o que se anuncia como «ilimitado», o limite diário a partir do qual a velocidade baixa.
Todos os fornecedores que seguimos estão avaliados exatamente por estes critérios, por destino ou por fornecedor.
Perguntas frequentes
- Posso manter o meu número enquanto uso um eSIM de viagem?
- Sim, em quase todos os telemóveis compatíveis com eSIM. O SIM de casa fica ativo para chamadas e SMS enquanto o eSIM de viagem transporta os dados. Desliga o roaming de dados na linha de casa, para que não te cobre nada em silêncio.
- Um eSIM funciona sem Wi-Fi?
- Instalar um exige ligação à internet, por isso trata disso antes de viajares. Com o perfil já no telemóvel, a ativação faz-se pela rede móvel, sem Wi-Fi.
- Posso passar um eSIM para outro telemóvel?
- Em geral, não à vontade. O perfil fica preso ao telemóvel que o transferiu, e mudar de telemóvel significa pedir ao fornecedor que o emita de novo. Alguns permitem a transferência direta entre iPhone recentes, a maioria não.
- O que acontece quando os dados acabam?
- A ligação para. Quase todos os fornecedores deixam carregar o mesmo eSIM em vez de comprares outro, e vale a pena confirmar isso antes de pagar: onde não dá, tens de repetir a instalação toda.






